Eu queria ler o que ninguém escreveu ainda e queria poder começar de algum lugar que não fosse do começo.
Porque a largada é sempre mais difícil que a chegada, não sei se estou certa, talvez seja só uma impressão minha, mas o que me parece é que o meio de certa forma torna tudo mais fácil, a caminhada nos torna mais tolerantes, mas fortes.
Eu sei que por mais que as pessoas se esforcem será bem difícil me entender, a final as explicações sempre são vagas, soltas como folhas ao vento... Ou melhor, folhas que rodopiam ao ar, movidas por uma breve tempestade.
Eu achei que minha história nesse espaço já estava dada por encerrada, que havia sido um instante de devaneio, a válvula de escape pra falta de ocupação das férias, das noites sem sonhos, sem sono! Mas eu me engano, eu sempre me enganei. È isso que todos nós fazemos a respeito de nós mesmos.
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