Três formas de terminar um romance
Não sei se é o correto, mas o desejado é que todas as pessoas que fossem terminar um romance assim o fizesse olhando olho no olho, usando a mesma cara-de-pau com que o começou, mas nem todas as pessoas tem a coragem, a decência e principalmente a ousadia e sagacidade de realizar tal preito com charme, leveza, desenvoltura e principalmente malícia.
E em meio a todas as formas possíveis estão:
Retirada estratégica: Sumir sem deixar pistas rastros ou sinal de vida, deixando para trás Orkut, Msn, Twitter, Face book, e todas as redes sociais que faça parte, além é claro de evitar atender os telefonemas da(o) dita(o) cuja(o). Dessa forma nada elegante, a outra pessoa pode ter a ingenuidade de pensar que você morreu, ou enfim pensar que algo trágico e muito grave possa ter lhe ocorrido, chorar dias após dias, com medo, saudades e esperança. Mas o problema voltaria à tona assim que um “amigo” em comum, conhecido, ou parente informar a pessoa de que você esta bem, que não se mudou, não foi sequestrado(a), que você tem novos endereços eletrônicos e que sua saúde nunca esteve tão perfeita ou coisas do gênero, então tudo irá por descarga a baixo e você terá que explicar mais coisas do que explicaria antes, além de ter sua falta de coragem salientada com ênfase e sua cachorrice comentada por pais, tias, vós e pessoas que nem te conhecem mais adoram dar um pitaco na vida alheia.
Outra forma nada original, porém muito apreciada principalmente por homens na atualidade são os chamados:
Chute tecnológico: Dessa forma que pode ser usada as mais variadas tecnologias as quais o individuo possa dispor, o “toco” é dado de forma sorrateira e surpreendente (lembre-se surpreender o inimigo é a melhor forma de deixa-lo sem ação) a pessoa a ser largada ficará sem palavras no momento, o que não a impedirá de falar muito mal posteriormente, mas ao menos, essa é uma alternativa menos pilantra que a anterior, pois mantém a outra parte envolvida a par da real situação existente. Lembre-se apenas que a falta de discrição e palavras mal colocadas em frases pouco elaboradas serão potencializadas, enfatizadas e utilizadas contra você em algum momento de sua vida, que certamente será bagunçada e transformada em um pesadelo.
Outra forma pouco usada na atualidade, mas que entretanto não perde sua expressividade:
Carta bomba: nas quais são escolhidos os melhores envelopes, e os mais alegres papeis de carta, contendo palavras doces e amigáveis que acompanham alguns pertences da pessoa que eventualmente possam ter ficado na casa do(a) meliante, jogados de qualquer jeito em uma caixa velha de papelão . Dessa forma singela, mas não menos cachorra, a pessoa não se dará nem ao menos o trabalho de contar aos outros o que você fez exibindo sem nenhum constrangimento a prova fundamental de que você não vale muita coisa, e de que estava perdendo tempo, a carta, bilhete ou cartão, que será possivelmente mostrada a suas, ou seus futuras(os) namoradas(os).
Mas lembre-se que não a formas por mais bem elaboradas que sejam que substituam melhor e eficientemente o duelo “face to face”! E que amigos, parentes e muitas outras pessoas sempre apoiarão quem chorar mais, e usar os termos mais pejorativos para classificar o outro.
Por isso bancar a vítima é sempre conveniente e embora não seja muito eficaz, simular um sofrimento caótico ajuda para que relacionamentos posteriores com você não sejam evitados por todos a sua volta, diminuindo potencialmente as palavras de baixo nível que certamente seriam pronunciadas seguidas do seu nome evitando também que sua mãe seja exposta, taxada e ridicularizada pela língua alheia e que a vida dessa mulher tão estimada por você se torne acervo de domínio público estimulado pelas mais maldosas línguas.
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