sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Acho que voltei

Eu queria ler o que ninguém escreveu ainda e queria poder começar de algum lugar que não fosse do começo.

Porque a largada é sempre mais difícil que a chegada, não sei se estou certa, talvez seja só uma impressão minha, mas o que me parece é que o meio de certa forma torna tudo mais fácil, a caminhada nos torna mais tolerantes, mas fortes.

Eu sei que por mais que as pessoas se esforcem será bem difícil me entender, a final as explicações sempre são vagas, soltas como folhas ao vento... Ou melhor, folhas que rodopiam ao ar, movidas por uma breve tempestade.

Eu achei que minha história nesse espaço já estava dada por encerrada, que havia sido um instante de devaneio, a válvula de escape pra falta de ocupação das férias, das noites sem sonhos, sem sono! Mas eu me engano, eu sempre me enganei. È isso que todos nós fazemos a respeito de nós mesmos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pequenos desatinos III

Desatinos meus

De maneira geral, todo mundo deve sonhar com alguma coisa, mesmo de forma inconsciente, todo mundo almeja por algo seja ele real, material, emocional etc...

O entranho é quando você apenas se da conta que esperava por algo quando encontra, é como se estivesse esperando mesmo sem saber o que, como se você não fizesse esforços para encontrar mesmo sabendo o que quer... e como se comemorasse como uma grande conquista algo que jamais pensou em ter.

Chega ser divertido ver como as pessoas são estranhas, como ao mesmo tempo sabem perfeitamente o que querem e ao mesmo tempo não sabem nada.

Eu achava que me conhecia quando fui apresentada a mim, e era tão diferente do que imaginava ser que cheguei a não saber nem quem eu era, agora não sei se me vejo como realmente sou, ou se sou o que os outros veem.

Sei que um dia vou encontrar essas e outras respostas mesmo sem procurar, só não sei se vou saber o que estou respondendo quando as encontrar. Agora vejo que meus desatinos são pior que todos os outros, (pelo menos em minha opinião), por que não sei o que aparentemente deveria saber.

Mas não vou ficar confundindo ninguém com minhas idéias malucas, não agora!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pequenos desatinos- II


Paranóia permitida


Duvidava de tudo, até mesmo do que via. Vivia num completo estado de alienação, sonhando com mundos que não eram o seu, com pessoas que não conhecia, com uma vida que não tinha. Não era loco, não era apenas realista, nada que o mundo não pudesse contornar.

Queria ser pássaro, peixe, palhaço. Não era nenhuma dessas coisas, mas era feliz. Uma felicidade não entendida por muitos, mas desejada por todos...

Sabia ser feliz de uma maneira única, de uma maneira unicamente verdadeira e era só isso que importava, era só isso que deveria importar...

Um dia decidiu que mudar, que entraria para os padrões aceitos de normalidade... e mudou! Não para melhor, mas simplesmente para um estado comum de insatisfação, percebeu então que era incompleto, que todos eram e que não se dera conta antes pois não buscava o mesmo que os outros, em suas alucinações tinha tudo que queria.

Pensou um mudar novamente, em voltar a não acreditar em nada que não fossem seus próprios pensamentos... Não conseguiu. Era mais difícil agora, tudo parecia mais complicado e seus pensamentos já não eram mais como antes, eles já tinham se dado conta de muitas coisas.

Porque antes era tão feliz? Porque essa felicidade não seguia os rumos que seus pensamentos tentavam seguir. Porque buscava algo que para ele antes não fazia sentido?

Percebeu que o que o atrapalhava não era compartilhar da realidade e sim querer analisar todos os pontos dela, percebeu que pra voltar a ser feliz bastava apenas parar de pensar em ser feliz e sim viver.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pequenos desatinos- I


"Não diga nada de olhos fechados"


Saiu e bateu a porta como fazia todos os dias, era um jeito de dizer que estava descontente com o que tinha sem abrir a boca. Estava descontente não só com seu emprego, com as coisas em sua casa e com seus amigos, faltava-lhe apenas a coragem de gritar para o mundo todo ouvir.

Escolheu um domingo de sol, dia das pessoas saírem às ruas para se distrair e outras coisas, um ótimo dia para passear, péssimo dia pra um escândalo. Escolheu o domingo e a rua mais cheia pra gritar seus desapontamentos. Foi chamado de louco, não era, não ainda, mas como contestar uma grande maioria que sussurra em couro inverdades assistidas.

Mas não se incomodou em ser chamado de louco, já devia ter sido chamado pelas costas de tantas outras coisas que já nem se importava mais. Aquele seria seu grito de desabafo e desejava gritar tantas outras coisas que isso não o incomodaria.

Pessoas e mais pessoas foram se aproximando do homem bem vestido que dizia barbaridades sobre sua própria vida e entre a maioria que dizia que estava louco misturavam-se seguidores religiosos e políticos de qualquer demonstração pública. Não entendiam o que aquele homem fazia contando tantas coisas sobre a sua vida a um bando de estranhos. O que nem ele entendeu depois de tamanho papelão.

Falava de olhos fechados, sem encarar seu público ouvinte, na verdade não falava pra eles, falava para si mesmo só que em voz alta, não era sua culpa se a vida alheia interessava tanto aos ouvidos públicos, pois ele mesmo não pararia a ouvir um tonto qualquer que fosse a chorar suas pitangas pelas ruas.

Quando caiu em si novamente abriu os olhos na esperança de que estivesse tão sozinho como uma folha que é jogada pelo vento, ou que estivesse apenas num sonho. Infelizmente pra ele e comicamente pra dezena de pessoas não era nem um nem outro. Pegou sua maleta que na empolgação de seu discurso deixou cair foi embora e ao chegar em casa bateu a porta novamente, dessa vez com mais força do que quando fazia ao sair, na esperança de que todo o resto do mundo desabasse a partir daquele instante ou que fosse tragado por um buraco fundo provocado pela batida.

domingo, 12 de julho de 2009

Primeiros passos...


Essa é só pra mostrar que eu também tenho sentimentos...extranhos mais meus! Nas horas vagas eu brinco de poeta.

Quarto tempo


Então, quem entenderá:
As lágrimas, o abraço, o sorriso e o adeus!?
Talvez ninguém entenda.

Talvez nem mesmo eu ou você, podemos, sabemos, ou queremos explicar.
Talvez tudo faça mais sentido sem explicação.
Só e apenas como é: confuso e contraditório!

O tempo, este que nos separa, pode ser também aquele que por vezes nos torna aliados:
Tempo nobre, tempo raro, tempo "cruel".
Nos faz sentir que ainda temos chance, que podemos ser felizes.
Mas que não seremos!
(não juntos)

Porém se o tempo não nos impor nenhum distância, que esta por si só se faça real!
Ou que todo o resto possa ser apenas imaginário.
E que o "nós" seja apenas parte de um cenário, onde o "Eu" e o "Você" devem contracenar sós.

(Naiara E. Souza)



sábado, 11 de julho de 2009

De início

Vivemos num mundo de imagens e palavras, de vozes e silêncios.

Não somos exatamente aquilo que queremos ser, mas aquilo que mesmo sem perceber somos.

Não dizemos muitas vezes aquilo que queremos dizer... E por diversas vezes, mesmo sem querer dizemos.

A vida é um palco onde os atores pensam agir livremente, mas são inconscientemente manipulados.

As pessoas escrevem coisas por diversos motivos, mas o intuito maior é de que essas coisas sejam lidas!

Não vou fazer aqui um diário eletrônico onde posto as e peculiaridades da minha vida. Isso deixo como legado as biografias póstumas, se é que haverá alguma. Minha vida não é um palco de espetáculos, por isso só exporei dela o estritamente necessário, preferindo aqui expressar minhas idéias e invenções que serão bem mais interessantes e proveitosas.

Como já deve ter percebido, me entender não é fácil! Pois então, não tente. Apenas aceite. Aceite que nem tudo que direi fará sentido, que eu nem sempre tentarei dar sentido à algumas coisas. Mas que você faz e faria o mesmo se possível.

Já a princípio quero dizer que as histórias que futuramente postarei não são reais, são apenas ficção, e que por isso podem fugir a realidade. Mas o que vem a ser a realidade, senão um monte de invenções conceituadas e aceitas. Um amontoado de conceitos e normas sutilmente estabelecidos com os quais convivemos desde o nascimento.

A nossa idéia de realidade não é muitas vezes condizente com a realidade verdadeira, já que vemos as coisas a partir de nossa concepção de como elas são ou deveriam ser. Portanto minhas histórias coincidem com minha própria realidade. A realidade tímida e calma de quem espera muito, tanto da vida como das pessoas, mas de quem entende que nem tudo que queremos pode ser como desejamos e que por isso “sonha”... Um sonho sem príncipes, sem fadas, sem mocinhos e bruxas. Um sonho de olhos abertos, de trilha sonora agitada, de paisagens com muros e ruas editados em preto e branco. Um sonho que se sonha só, mas que aprecia a boa companhia.

Mas não vou ficar explicando tudo porque se não vai ficar mais chato do que a principio já esta sendo!