domingo, 29 de agosto de 2010

Aconteceu comigo

Mico show

É incrível o que a preguiça atrelada à distração e a extrema falta de bom senso faz com as pessoas, mesmo as mais tímidas e parcialmente educadas, como eu. Digo parcialmente educada, por que o trabalho da minha mãe em me educar, diga-se de passagem, foi muito bem feito, mas... as vezes quando eu estou com um pouquinho de preguiça, vergonha, as duas coisas juntas, ou simplesmente distraída, acabo dando mancada.
Então vamos ao mico.
Estou eu arrumando a casa, doida como sempre, com um shorts minúsculo, uma blusinha velha tipo top, (que trech, eu me achando "a" dançarina de axé), e pra variar toda descabelada, com o som ligado numa altura que se um tiroteio começasse eu não escutaria e quanto menos escutaria alguém chamando no portão. E vejam como são as coisas...
Empolgada no refrão de uma música que eu nem me lembro qual era (na verdade me lembro, mas prefiro não contar), resolvi abrir a porta pra dar uma arejada na casa, e foi justamente nessa hora que dei de cara com um vendedor ambulante deste que vendem várias coisas como cobertores, panelas, tapetes, cunhados, primos, sogras... rsrs (brincadeira).
Na hora eu não sabia se puxava o shorts pra baixo pra ele parecer mais cumpridinho (impossível, shortinho de piscina, é tragédia pura), se passava a mão no cabelo que tava todo bagunçado (até porque além de cantar eu dei uma empolgada tava dançando um pouquinho), ou se fingia não ter visto um cara parado feito dois de paus no meu portão e voltava correndo pra dentro batendo a porta na cara do sujeito.
O cara estava parado com um sorrisinho de quem já estava ali a tempo suficiente pra ter me escutado cantar o refrão todo, ou mais da metade da música (o que eu particularmente prefiro acreditar que não aconteceu), ou melhor gritar junto com a música feito doida. O som estava tão alto que eu não escutava uma palavra do que ele dizia, era tipo cinema mudo, com a diferença que ele conseguia me ouvir muito bem.
Eu por motivo algum iria dar as costas para um estranho parado no meu portão só pra abaixar o volume do aparelho de som, então usei a velha técnica da leitura labial, a qual eu ainda não domino hoje e muito menos naquela época, e é assim que a gente passa vergonha.
O cara falava alguma coisa que eu não conseguia entender, e depois de perguntar “que?” duas vezes, achei , melhor fingir que tinha entendido. E usei a lógica, se era vendedor devia estar me oferecendo alguma coisa que eu nem estava interessada. Foi então que disparei:
_ Hoje não, muito obrigada... sorrindo amigável e gentilmente apesar da vergonha que eu já estava sentindo.
Vejam todos, que pessoa educada. Que teria de vergonhoso em agradecer gentilmente o vendedor?
Tudo!
Minha mãe sempre me disse que quando um vendedor oferecesse um produto, o qual eu não estivesse interessada em comprar pra responder, “não obrigada”, (objetiva e educada) e foi isso que eu fiz.
Mas após ter dito as sábias palavras ensinadas por minha mãe, a música que está tocando acaba  e o tempo que se dá entre uma faixa e outra foi o suficiente para que o vendedor me respondesse rindo muito da minha cara-de-pau:
_ Nossa, moça... eu só te disse “Bom Dia”, nem ofereci  nada ainda! Ta curtindo um som né? Legal...

Puts, que mico!

sábado, 28 de agosto de 2010

Paciente esquecida.

Edith?

Após chegar ao consultório do Dr. Alejandro e esperar meia hora até que fosse atendia entrei na sala e antes que o médico pudesse me falar qualquer coisa fui logo dizendo:
_ Bom dia Dr. é... é... Dr. Fabiano. Eu preciso que o senhor me receite um remédio pra... pra... puts já era.
_ pra memória?
_ o que é isso?
_ Ah, você não sabe?
_ sei que sei, mais acho que acabo de me esquecer.
_  seu problema então deve estar se agravando!
_  quem disse que eu tenho problemas? Que problema?
_ você está ficando realmente cada vez pior, Edith. Agora esta apresentando sintomas de nervosismo e agressividade, se continuar assim será caso para internação.
_ Olha aqui, eu nem te conheço, nunca te vi e não te dou o direito de falar assim comigo, e ainda por cima... ainda vem me chamando de Edith, quem é Edith, meu filho? Sua irmã? Sua mãe? Deve ser a sua avó, só pode... Aliás quem é você, querido? Quer saber, você está louco e eu vou embora entes que me contagie  com essas suas palhaçadas. Cretino! Passar muito bem...
Bati a porta e fui embora, sei que não deveria sair pois afinal a casa é minha, mas prefiro me retirar diante de certo tipo de pessoas sem um pingo de noção.


"Gostaria de deixar bem claro que a Edith, não é nenhum subterfúgio para falar de mim mesma. NÃO SOU EU!!!" 

É só observar pra comprovar

É engraçado como muita gente odeia filas e salas de espera, mas todos se divertem com as situações bizarras que acontecem nesses lugares, bom... todas as pessoas que prestam atenção no que esta acontecendo, e que não estão envolvidas nas situações cômicas,  né!

Como por exemplo, toda fila ou sala de espera tem um tiozinho meio careca, de óculos, camisa colocada por dentro da calça, celular pendurado no cinto junto com as chaves sei lá do que e vários envelopes na mão. Esse tiozinho parece que está em todos os outros lugares que você for, mas não se apavore, ele não estará te seguindo, e você o verá em breve em muitos outros lugares, pois após uma vez depois de ter-lo visto você nunca mais para de vê-lo. Rsrs

Tem um casal de namorado que acham que estão a sós, enquanto todo mundo além de ver ainda escuta o que estão falando com aquele jeitinho de criança, entre risadinhas sem graças e beijos melosos:
_ ai bebê, sério? Se vai em casa hoje? Smak... smak... smakhushsuhsus.
Eles ainda estão juntos e estão combinando de se encontrar, meu... que pira.

Sempre tem uma senhora simpática que sorri pra você mesmo sem te conhecer, e comenta algo sobre alguém que também está ali, como por exemplo, o casal de namorados, ou sobre o clima e a demora do atendimento.
_ Jovens né!? Aí quando eu tinha essa idade... ou então: No meu tempo... 
Ta quente aqui dentro, né? Nossa que demora pra atenderem a gente, que número vc é?...
E a conversa vai longe, você sai de lá conhecendo a família toda e ainda de quebra, o nome do cachorro, gato, periquito, morsa, avestruz, cegonha ...

Tem um garotão de boné na cabeça, que faz pose de gos... bonitão e acha que toda a mulherada, e também a homarada ta admirando o seu tríceps, quadríceps, e Icipes mais que ele tiver. Sempre parado com uma mão no bolso, mascando um chicletão de bocona arreganhada e com um perfume que você continua sentindo grudado em você por semanas.

Sempre tem uma dona que atende o celular que toca numa altura que parece carro de propaganda eleitoral dizendo:
_ Oi, fulano, oi...oi... fulano, alô... não... ãhn? fulano, fala mais alto, não to conseguindo ouvir, aqui ta muito barulho... ( o barulho é ela gritando no celular) e todo mundo fica sabendo pra onde ela ainda pretende ir, que horas vai chegar em casa, e coisas muito piores que eu não me atreverei a contar. rsrs

Sempre tem alguém com uma criança que chora sem motivo, se arrasta pelo chão, descola o chiclete velho que outro bonitão colou em baixo da cadeira e coloca na boca, apanha da mãe, corre alegremente entre as pessoas e pra variar sai sem que a mãe veja e obriga todos a ajudarem a procurar. Aí que trech...

E finalizando, toda fila ou sala de espera tem aquela “mina”, que se acha “A” poderosa, com uma blusinha bem menor do que o número que ela veste e deixa evidenciar que está bem acima do seu peso, de micro-saia, ou então com uma calça tão apertada que não da nem pra respirar e que quando da uma abaixadinha fica com metade da bunda de fora. Esse tipo corriqueiro   em vez de flertar com o garotão sozinho no local (o que quer mostrar o "icepis"),  encara justamente o cara que esta com uma aliança que cobre o dedo todo e ainda por cima com a mulher bem do lado. Cuidado, pois momentos de muita tensão estão por vir, principalmente depois que a mulher do cara percebe e começa a lhe dar cutucões e beliscões nas costelas. rsrs

É todo lugar tem dessas.

Explicações básicas.

Não que eu deva, mas já que posso...

Após me perguntarem mais de uma vez porque começo as histórias todas pela metade, eu cansada de tentar explicar dou-lhes a única resposta que posso:
_ Não sei! Talvez seja algo que um psicanalista me responda algum dia depois de uma longa seção na qual eu revele todos os meus segredos mais obscuros (usei o termo obscuros, só pra dar um charme ao texto, rsrs). Mas até lá, o “não sei”, evita que eu fique cometendo gafes me poupando do uso de muita ironia e sarcasmo, assim como evita que eu de respostas mal educadas e ofensivas a quem me pergunta.
Outra coisa muito importante é que:
_ Eu não conheço nenhum Alejandro e é justamente por isso que uso o nome repetidamente, certa de que é mais difícil e extremamente constrangedor usar o nome de pessoas conhecidas, principalmente se for para cometer alguma indiscrição.
Outra coisa que anda incomodando uns e outros são as idéias controversas sobre amores e relacionamentos...
_ Bem eu não sou nenhuma frustrada emocionalmente tentando vender a frustração, só acho divertido brincar com o que todos acham que seja uma coisa tão séria, mas na realidade acabam não dando nenhum valor. Ou seja, se você diz a muitas pessoas que as ama, e isso é dito a qualquer um sem nenhum critério, ou você diz simplesmente por dizer, ou mente muito pra muita gente.
Sendo assim não perguntem muita coisa, por que eu não sei responder, e mesmo que saiba pode ser que eu não queira.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Dicas: Como terminar um relacionamento

Como escolher as sabias palavras pra dizer que acabou de forma clara e definitiva?

Essa é uma das perguntas mais feitas por quem errou na escolha e apontou o dedo podre para quem não deveria, ou simplesmente se cansou daquela pessoinha que faz sua boca espumar de tanta raiva.
Todos sabemos o como é difícil começar um relacionamento, mas sabemos ainda que é muito mais difícil termina-lo, ainda mais na atualidade onde os relacionamentos duram pouco mais que uma semaninha (tempo pra caramba, diga-se de passagem). Nessas horas há todo um constrangimento, dúvidas sobre o que falar, como falar e onde falar e falta é claro coragem e é isso que faz com que muita gente conviva durante longos e intermináveis anos com quem não gosta, e é por isso que estou aqui, para ajudar no término definitivo daqueles que ainda não sabem muito bem como fazer.

Primeira lição: seja discreto, ao menos que você tenha sido traído, humilhado, constrangido, ou desrespeitado de forma a fomentar no intimo do seu ser sentimentos de raiva, ódio e desprezo. Sendo assim se é para esculachar, mande bala sem dó, no sentido figurado é claro. Ninguém precisa matar ninguém muito menos por um motivo tão banal, afinal relacionamentos começam e terminam a todo instante no mundo todo. Então lembre-se você não é o único a deixar ou ser deixado por alguém, mas tem todo o direito de extravasar e dizer tudo que esta engasgado quase a te sufocar.
Para os que não sabem ainda como escolher o local para o “The End” lembre-se de levar em conta a personalidade da pessoa, e principalmente os motivos que te levam a dar nela um pé na bunda. Mantenha a calma e pense com cuidado um local onde não haja som alto, interrupções por amigos metidos a engraçadinhos, ou outras distrações que façam com que a pessoa não preste atenção no que você diz, obrigando então que você tenha que repetir pela segunda vez, o que já não será fácil da primeira.

Segunda lição: aja de forma fina e educada, mas seja firme. Coloque os pingos nos seus respectivos “Is”, explicando calmamente a situação para que não causar mal entendidos.
Para tal, evite chamar a pessoa daquele jeitinho bobo usando termos como: Meu amor, mô, querido(a), bennnnhê, benzinho, ou se utilizando de qualquer outro apelido tosco e vergonhoso como: thuthuco(a), bebê, neném, docinho, tigrão, cuti-cuti, negrito, itálico, sublinhado, tachado, subscrito... rsrsrs (zuei nos cinco últimos, mas em fim, deu pra entender né?)
Use o nome do(a) infeliz, pronuncie de forma seca e áspera, acompanhados de um olhar frio e calculista, afinal se você já tem tudo premeditado não gagueje, não titubeie e não faça cara de peixe morto.

Terceira lição: ensaie as palavras e frases que vão expressar melhor o que você esta sentindo, e principalmente o que você quer que a outra pessoa sinta. Treine na frente do espelho, com amigos(as), pais, avós... Não tenha vergonha, pois para alcançar o nível da perfeição é preciso prática.
Essas são dicas infalíveis para terminar de vez com qualquer pessoa, portanto se você tem a intenção de só dar um tempinho, ou testar o amor do outro ( o que é uma coisa péssima a se fazer) não utilize nenhuma dessas dicas. E não diga que não foi avisado pois a escrita destacada em vermelho sou EU te alertando dos perigos. E antes de usa-las você deve solicitar seu termo de permissão que lhe será enviado por e-mail, depois que assinar e protocolar o termo de responsabilidade e pagar uma pequena taxa milionária à minha pessoa, rsrsrsrs.

Mesmo assim se depois de todas essas dicas você ainda não sabe como fazer, vou mastigar um pouquinho e facilitar pra você só engolir. 
Não que eu tenha que fazer isso pois a responsabilidade é toda sua, porque eu não me lembro de ter te mandado beber antes de pedir a pessoa em namoro no mesmo dia que se conheceram naquela balada furréca e nem de ter falado pra fazer isso antes que as luzes fossem acesas, sendo assim saiba que você mesmo procurou o que achou, e se a pessoa agora ta fazendo um quiprocó na sua vida, o problema é seu, bem feito foi merecido. 
Mas como eu sou uma alma caridosa e sei fazer o bem se olhar a quem... Aqui estou!
Preste atenção nas frases abaixo, pois elas são a cordinha que mandam por descarga a baixo a vontade de reatar de qualquer um, mesmo os companheiros mais melosos se valerão de muito amor próprio antes de pensar em olhar outra vez para sua cara

“Alejandro, estou aqui para dizer que não te amo mais, aliás acho que nunca amei, que foi tudo em vão, que perdi tempo da minha vida com você, mas agora que cai na real e percebi a burrada que estava fazendo decidi que não da mais, e que seu amigo Fernando é bem mais gatinho que você!”

“Alejandro, você é pagina virada na minha vida, da qual eu me lembrarei como um passado insano e obscuro, adeus.”

“Alejandro, você é desprezível e insignificante jogou todo o amor que te dei pela janela, espero que amargue no fel das traições, e que se te derem um doce amor, que ele te encha a boca de formigas.”

“Alejandro, sabe o se amigo Zé, eu gosto dele e você esta atrapalhando o nosso amor, chega, vai ser feliz e deixa eu amar o Zé.”

“Alejandro, seja forte e só uma vez nessa merda dessa sua vida tenta usar o único neurônio que  você ainda tem e entenda o que eu vou te falar, por que eu não vou repetir, você é um bosta e eu não quero mais, agora eu vou ficar com o Roberto que tem um neurônio a mais, por que eu sou inteligente e penso no meu futuro."


" Alejandro, você é um safado, cachorro, sem vergonha e deve achar que eu sou uma burra, mas eu não sou e quero que você vá pra P#*@$, com essa sua cara de B@☺↨*, por que você não é nem metade da merda que acha que é, aliás foi o namorado mais meia boca que eu já tive, e se você quer saber bem de uma coisa vai tomar no R@%☻."


"Alejandro, eu ainda não beijei todos os seus amigos seu palhaço do K#%☻☺&, mais saiba que você esta prestes a perder todos eles, mas não se preocupe pois vou mandar pra sua casa um diário, pois é o único amigo que você vai ter de hoje em diante, seu mentiroso, filho da P#@%&."

Bom, não sei se ajudou muito, mas da próxima vez tento fazer melhor.

Em breve com serviço de tele-mensagens, para dar fim ao relacionamento, informar a traição, ou pedir o divorcio! Tudo com a maior seriedade, discrição  e profissionalismo do mercado!
Aguardem... 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

toda a sutileza em mãos...

Três formas de terminar um romance 

Não sei se é o correto, mas o  desejado é que todas as pessoas que fossem terminar um romance assim o fizesse olhando olho no olho, usando a mesma cara-de-pau com que o começou, mas nem todas as pessoas tem a coragem, a decência e principalmente a ousadia e sagacidade de realizar tal preito com charme, leveza, desenvoltura e principalmente malícia. 

E em meio a todas as formas possíveis estão:
Retirada estratégica: Sumir sem deixar pistas rastros ou sinal de vida, deixando para trás Orkut, Msn, Twitter, Face book, e todas as redes sociais que faça parte, além é claro de evitar atender os telefonemas da(o) dita(o) cuja(o). Dessa forma nada elegante, a outra pessoa pode ter a ingenuidade de pensar que você morreu, ou enfim pensar que algo trágico e muito grave possa ter lhe ocorrido, chorar dias após dias, com medo, saudades e esperança. Mas o problema voltaria à tona assim que um “amigo” em comum, conhecido, ou parente informar a pessoa de que você esta bem, que não se mudou, não foi sequestrado(a), que você tem novos endereços eletrônicos e que sua saúde nunca esteve tão perfeita ou coisas do gênero, então tudo irá por descarga a baixo e você terá que explicar mais coisas do que explicaria antes, além de ter sua falta de coragem salientada com ênfase e sua cachorrice comentada por pais, tias, vós e pessoas que nem te conhecem mais adoram dar um pitaco na vida alheia.

Outra forma nada original, porém muito apreciada principalmente por homens na atualidade são os chamados:
Chute tecnológico: Dessa forma que pode ser usada as mais variadas tecnologias as quais o individuo possa dispor, o “toco” é dado de forma sorrateira e surpreendente (lembre-se surpreender o inimigo é a melhor forma de deixa-lo sem ação) a pessoa a ser largada ficará sem palavras no momento, o que não a impedirá de falar muito mal posteriormente, mas ao menos, essa é uma alternativa menos pilantra que a anterior, pois mantém a outra parte envolvida a par da real situação existente. Lembre-se apenas que a falta de discrição e palavras mal colocadas em frases pouco elaboradas serão potencializadas, enfatizadas e utilizadas contra você em algum momento de sua vida, que certamente será bagunçada e transformada em um pesadelo.

Outra forma pouco usada na atualidade, mas que entretanto não perde sua expressividade: 
Carta bomba: nas quais são escolhidos os melhores envelopes, e os mais alegres papeis de carta, contendo palavras doces e amigáveis  que acompanham alguns pertences da pessoa que eventualmente possam ter ficado na casa do(a) meliante, jogados de qualquer jeito em uma caixa velha  de  papelão . Dessa forma singela, mas não menos cachorra, a pessoa não se dará nem ao menos o trabalho de contar aos outros o que você fez exibindo sem nenhum constrangimento a prova fundamental de que você não vale muita coisa, e de que estava perdendo tempo, a carta, bilhete ou cartão, que será possivelmente mostrada a suas, ou seus  futuras(os) namoradas(os).

Mas lembre-se que não a formas por mais bem elaboradas que sejam que substituam melhor e eficientemente o duelo “face to face”! E que amigos, parentes e muitas outras pessoas sempre apoiarão quem chorar mais, e usar os termos mais pejorativos para classificar o outro.
Por isso bancar a vítima é sempre conveniente e embora não seja muito eficaz, simular um sofrimento caótico ajuda para que relacionamentos posteriores com você não sejam evitados por todos a sua volta, diminuindo potencialmente as palavras de baixo nível que certamente seriam pronunciadas seguidas do seu nome evitando também que sua mãe seja exposta, taxada e ridicularizada pela língua alheia e que a vida dessa mulher tão estimada por você se torne acervo de domínio público estimulado pelas mais maldosas línguas.  

mais uma tentativa frustrada de romantismo

Love is Fail

Nossa história tinha tudo para acabar bem, como muitas outras com finais felizes,
Mas algo se perdeu em meio aos sentimentos meus os seus.
Achávamos que seria eterno!!!

Nosso amor era o mais forte, o maior e mais bonito, mas não era o suficiente, era pouco!
Era tudo que tínhamos para oferecer um ao outro, mas esperávamos mais,
 na ilusão de um amor cinematográfico, na proposta de um grande clássico, mas tudo se foi, e todo o mais fora em vão.
Os sonhos, as promessas, as palavras pronunciadas e subentendidas, tudo se transformara em nada, em possibilidades perdidas de felicidade.

Então o amor que tanto jurávamos ter havia se transformado em falsidade, não que tenha sido uma mentira proposital, mas um enredo que aos poucos se formou transformando nosso romance em drama, tragédia, terror.

Nosso palco colorido havia se escurecido, e os personagens principais não eram mais heróis, éramos apenas mais dois entre a figuração, mais dois caindo num buraco que se abriu no chão, mais dois em meio a tantos que perdem o coração, como os mais celebres e grades amantes que permaneceram separados.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Susto


Não me lembro de muita coisa, só que não sabia direito onde estava, como fui parar naquela inesperada situação, e muito menos como sairia dela, me recordo de muito pouco, apenas de uma voz que chamava meu nome repetidamente:
_ Camila, Camila, Camila...
Fechei os olhos esperando que ao abri-los novamente descobrisse o mistério em que estava envolta, em vão... Eu estava perdida.
Tudo estava como antes, escuro, em meio a uma névoa, fumaça, ou sei lá o que era. Mas a voz insistia e continuava a chamar meu nome. Num gesto desesperado passei a mão pelo nada, pelo ar que me rodeava em meio a escuridão, não encontrei ninguém, nem mesmo um objeto no qual pudesse me esbarrar. O desespero tomava conta de mim, e já não sabia se deveria gritar, correr, ou apenas chorar.
Mas quem era? De quem era a voz que me chamava incessantemente? O que queria comigo? O que estava acontecendo?
Então passei a mão no rosto, tentando em vão encontrar respostas, não haviam respostas, não havia nada! Ao menos eu ainda sabia quem eu era, ou quem eu pensava ser, já que a voz me indicava que eu era eu mesma.
Inusitadamente como num filme de terror ou suspense senti uma mão que tocava meu ombro, devia ser a pessoa que me chamava anteriormente, agora calada.
Virei rapidamente e lá estava ela, olhando para mim, com um semblante que me apavorava... Meu Deus! Fiquei ao mesmo tempo surpresa, tensa e aliviada. Sem pensar duas vezes pronunciei as únicas palavras que me vieram à mente:
_ Mais cinco minutinhos mãe!

sábado, 29 de maio de 2010

Pensando alto

Eu gostaria de passar do ponto de onde estou à outro bem mais na frente, longe do tumultuo que é o hoje, perto das possibilidades que vislumbramos com o amanhã.

O grande problema é que quando o amanhã chega, chegam com ele todas as angustias do ontem, tudo volta, até mesmo o desejo de prolongarmos tudo e projetar no futuro sempre algo melhor.

Mas o futuro nem sempre corresponde aos sonhos do passado e se fossemos espertos não sonharíamos tanto. Mas não somos! Não somos conformados, buscamos mudar tudo, até mesmo o que ainda nem aconteceu e é por isso que estamos constantemente insatisfeitos.

A vida é tão curta e desperdiçamos a maior parte dela pensando em como viver.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Acho que voltei

Eu queria ler o que ninguém escreveu ainda e queria poder começar de algum lugar que não fosse do começo.

Porque a largada é sempre mais difícil que a chegada, não sei se estou certa, talvez seja só uma impressão minha, mas o que me parece é que o meio de certa forma torna tudo mais fácil, a caminhada nos torna mais tolerantes, mas fortes.

Eu sei que por mais que as pessoas se esforcem será bem difícil me entender, a final as explicações sempre são vagas, soltas como folhas ao vento... Ou melhor, folhas que rodopiam ao ar, movidas por uma breve tempestade.

Eu achei que minha história nesse espaço já estava dada por encerrada, que havia sido um instante de devaneio, a válvula de escape pra falta de ocupação das férias, das noites sem sonhos, sem sono! Mas eu me engano, eu sempre me enganei. È isso que todos nós fazemos a respeito de nós mesmos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pequenos desatinos III

Desatinos meus

De maneira geral, todo mundo deve sonhar com alguma coisa, mesmo de forma inconsciente, todo mundo almeja por algo seja ele real, material, emocional etc...

O entranho é quando você apenas se da conta que esperava por algo quando encontra, é como se estivesse esperando mesmo sem saber o que, como se você não fizesse esforços para encontrar mesmo sabendo o que quer... e como se comemorasse como uma grande conquista algo que jamais pensou em ter.

Chega ser divertido ver como as pessoas são estranhas, como ao mesmo tempo sabem perfeitamente o que querem e ao mesmo tempo não sabem nada.

Eu achava que me conhecia quando fui apresentada a mim, e era tão diferente do que imaginava ser que cheguei a não saber nem quem eu era, agora não sei se me vejo como realmente sou, ou se sou o que os outros veem.

Sei que um dia vou encontrar essas e outras respostas mesmo sem procurar, só não sei se vou saber o que estou respondendo quando as encontrar. Agora vejo que meus desatinos são pior que todos os outros, (pelo menos em minha opinião), por que não sei o que aparentemente deveria saber.

Mas não vou ficar confundindo ninguém com minhas idéias malucas, não agora!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pequenos desatinos- II


Paranóia permitida


Duvidava de tudo, até mesmo do que via. Vivia num completo estado de alienação, sonhando com mundos que não eram o seu, com pessoas que não conhecia, com uma vida que não tinha. Não era loco, não era apenas realista, nada que o mundo não pudesse contornar.

Queria ser pássaro, peixe, palhaço. Não era nenhuma dessas coisas, mas era feliz. Uma felicidade não entendida por muitos, mas desejada por todos...

Sabia ser feliz de uma maneira única, de uma maneira unicamente verdadeira e era só isso que importava, era só isso que deveria importar...

Um dia decidiu que mudar, que entraria para os padrões aceitos de normalidade... e mudou! Não para melhor, mas simplesmente para um estado comum de insatisfação, percebeu então que era incompleto, que todos eram e que não se dera conta antes pois não buscava o mesmo que os outros, em suas alucinações tinha tudo que queria.

Pensou um mudar novamente, em voltar a não acreditar em nada que não fossem seus próprios pensamentos... Não conseguiu. Era mais difícil agora, tudo parecia mais complicado e seus pensamentos já não eram mais como antes, eles já tinham se dado conta de muitas coisas.

Porque antes era tão feliz? Porque essa felicidade não seguia os rumos que seus pensamentos tentavam seguir. Porque buscava algo que para ele antes não fazia sentido?

Percebeu que o que o atrapalhava não era compartilhar da realidade e sim querer analisar todos os pontos dela, percebeu que pra voltar a ser feliz bastava apenas parar de pensar em ser feliz e sim viver.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pequenos desatinos- I


"Não diga nada de olhos fechados"


Saiu e bateu a porta como fazia todos os dias, era um jeito de dizer que estava descontente com o que tinha sem abrir a boca. Estava descontente não só com seu emprego, com as coisas em sua casa e com seus amigos, faltava-lhe apenas a coragem de gritar para o mundo todo ouvir.

Escolheu um domingo de sol, dia das pessoas saírem às ruas para se distrair e outras coisas, um ótimo dia para passear, péssimo dia pra um escândalo. Escolheu o domingo e a rua mais cheia pra gritar seus desapontamentos. Foi chamado de louco, não era, não ainda, mas como contestar uma grande maioria que sussurra em couro inverdades assistidas.

Mas não se incomodou em ser chamado de louco, já devia ter sido chamado pelas costas de tantas outras coisas que já nem se importava mais. Aquele seria seu grito de desabafo e desejava gritar tantas outras coisas que isso não o incomodaria.

Pessoas e mais pessoas foram se aproximando do homem bem vestido que dizia barbaridades sobre sua própria vida e entre a maioria que dizia que estava louco misturavam-se seguidores religiosos e políticos de qualquer demonstração pública. Não entendiam o que aquele homem fazia contando tantas coisas sobre a sua vida a um bando de estranhos. O que nem ele entendeu depois de tamanho papelão.

Falava de olhos fechados, sem encarar seu público ouvinte, na verdade não falava pra eles, falava para si mesmo só que em voz alta, não era sua culpa se a vida alheia interessava tanto aos ouvidos públicos, pois ele mesmo não pararia a ouvir um tonto qualquer que fosse a chorar suas pitangas pelas ruas.

Quando caiu em si novamente abriu os olhos na esperança de que estivesse tão sozinho como uma folha que é jogada pelo vento, ou que estivesse apenas num sonho. Infelizmente pra ele e comicamente pra dezena de pessoas não era nem um nem outro. Pegou sua maleta que na empolgação de seu discurso deixou cair foi embora e ao chegar em casa bateu a porta novamente, dessa vez com mais força do que quando fazia ao sair, na esperança de que todo o resto do mundo desabasse a partir daquele instante ou que fosse tragado por um buraco fundo provocado pela batida.

domingo, 12 de julho de 2009

Primeiros passos...


Essa é só pra mostrar que eu também tenho sentimentos...extranhos mais meus! Nas horas vagas eu brinco de poeta.

Quarto tempo


Então, quem entenderá:
As lágrimas, o abraço, o sorriso e o adeus!?
Talvez ninguém entenda.

Talvez nem mesmo eu ou você, podemos, sabemos, ou queremos explicar.
Talvez tudo faça mais sentido sem explicação.
Só e apenas como é: confuso e contraditório!

O tempo, este que nos separa, pode ser também aquele que por vezes nos torna aliados:
Tempo nobre, tempo raro, tempo "cruel".
Nos faz sentir que ainda temos chance, que podemos ser felizes.
Mas que não seremos!
(não juntos)

Porém se o tempo não nos impor nenhum distância, que esta por si só se faça real!
Ou que todo o resto possa ser apenas imaginário.
E que o "nós" seja apenas parte de um cenário, onde o "Eu" e o "Você" devem contracenar sós.

(Naiara E. Souza)



sábado, 11 de julho de 2009

De início

Vivemos num mundo de imagens e palavras, de vozes e silêncios.

Não somos exatamente aquilo que queremos ser, mas aquilo que mesmo sem perceber somos.

Não dizemos muitas vezes aquilo que queremos dizer... E por diversas vezes, mesmo sem querer dizemos.

A vida é um palco onde os atores pensam agir livremente, mas são inconscientemente manipulados.

As pessoas escrevem coisas por diversos motivos, mas o intuito maior é de que essas coisas sejam lidas!

Não vou fazer aqui um diário eletrônico onde posto as e peculiaridades da minha vida. Isso deixo como legado as biografias póstumas, se é que haverá alguma. Minha vida não é um palco de espetáculos, por isso só exporei dela o estritamente necessário, preferindo aqui expressar minhas idéias e invenções que serão bem mais interessantes e proveitosas.

Como já deve ter percebido, me entender não é fácil! Pois então, não tente. Apenas aceite. Aceite que nem tudo que direi fará sentido, que eu nem sempre tentarei dar sentido à algumas coisas. Mas que você faz e faria o mesmo se possível.

Já a princípio quero dizer que as histórias que futuramente postarei não são reais, são apenas ficção, e que por isso podem fugir a realidade. Mas o que vem a ser a realidade, senão um monte de invenções conceituadas e aceitas. Um amontoado de conceitos e normas sutilmente estabelecidos com os quais convivemos desde o nascimento.

A nossa idéia de realidade não é muitas vezes condizente com a realidade verdadeira, já que vemos as coisas a partir de nossa concepção de como elas são ou deveriam ser. Portanto minhas histórias coincidem com minha própria realidade. A realidade tímida e calma de quem espera muito, tanto da vida como das pessoas, mas de quem entende que nem tudo que queremos pode ser como desejamos e que por isso “sonha”... Um sonho sem príncipes, sem fadas, sem mocinhos e bruxas. Um sonho de olhos abertos, de trilha sonora agitada, de paisagens com muros e ruas editados em preto e branco. Um sonho que se sonha só, mas que aprecia a boa companhia.

Mas não vou ficar explicando tudo porque se não vai ficar mais chato do que a principio já esta sendo!